16 de jun de 2015

Ariano, sempre Ariano!

Ariano Suassuna (1927-2014) fez aniversário hoje (16/6), nascido na Paraíba, ele foi um importante escritor, poeta e dramaturgo brasileiro. Entre suas obras mais conhecidas estão “O Auto da Compadecida” (1955) e o “O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta” (1971).


O improviso como recurso da vida Ariano Suassuna

“Todo professor deve ter um pouco de ator”. Nesta frase do grande dramaturgo e escritor nordestino é possível notar o valor que o improviso possui na vida, e principalmente no dia a dia do docente. Este que nem sempre conta com os saberes teóricos para a prática, e para se sair bem frente às situações faz uso da intuição e do improviso, e assim consegue reverter às adversidades transformando-as em experiência de vida. Este é o pensamento do responsável pela aula espetáculo, que segundo o próprio Ariano eram repletas de improviso e por isso descarta-se o planejamento das mesmas. O que demonstra a versatilidade do escritor e que nas palavras dele, esta habilidade ou vocação deveriam estar presentes também nos professores, estes que lidam com vidas e não apenas conhecimento e que por isso deveriam se preocupar com as questões humanas para depois adentrar nas acadêmicas.

A paixão pelos livros

Ariano aprendeu a ler aos 7 anos, antes de entrar para a escola, fora incentivado pela mãe e por uma tia em Taperoá, sertão da Paraíba. E numa entrevista acerca de sua inclinação para a leitura e literatura, o mesmo confessou que não tinha hábito da leitura.

Ariano: Eu não tenho o hábito da leitura. Eu tenho a paixão da leitura. O livro sempre foi para mim uma fonte de encantamento. Eu leio com prazer, leio com alegria. O meu pai, que perdi aos 3 anos de idade, deixou de herança para nós uma biblioteca fabulosa para os padrões do sertão naquela época. Tinha de tudo. Ibsen, Dostoiévski, Cervantes, Machado de Assis, Euclides da Cunha. Meus tios também viviam comprando livros em Campina Grande para eu ler. Era Eça de Queiroz, Guerra Junqueira e um título do qual me lembro muito, Dodinho, de José Lins do Rego.
Sobre como ele começou a escrever

Ariano:“Certo dia, eu tive uma prova de Geografia e não sabia nada. Então, resolvi dar as respostas por meio de versos. O professor quis saber quem era aquele aluno e, em vez de me dar uma bronca, me elogiou. Dias depois, ele deu um jeito de publicar no Jornal do Comércio, aqui, do Recife, um de meus poemas que havia mostrado a ele. Em 1947, eu e outro colega fundamos o Teatro do Estudante de Pernambuco, que encenava peças de nossa autoria. Nesse mesmo ano, escrevi Uma Mulher Vestida de Sol e não parei mais”.


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