6 de mar de 2018

Saiba por que 6 de março é feriado em Pernambuco

Este conteúdo foi produzido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Para compartilhar, use o link http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2018/02/27/data-magna-pernambuco-tera-feriado-no-dia-6-de-marco-pela-1-vez-329470.php
Este conteúdo foi produzido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Para compartilhar, use o link http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2018/02/27/data-magna-pernambuco-tera-feriado-no-dia-6-de-marco-pela-1-vez-329470.php
O dia 6 de março é feriado pela primeira vez em Pernambuco neste ano. Mais do que um dia em que repartições públicas fecham e instituições de ensino não têm aula, a data magna estadual presta uma homenagem à chamada Revolução Pernambucana, quando o estado se tornou uma república independente do resto do Brasil colonial.
Considerado como o primeiro movimento pela Independência do Brasil, a Revolução Pernambucana é um marco na história do Brasil.

O ano era 1817. A então capitania de Pernambuco se revoltou e declarou independência do resto do Brasil no dia 6 de março, rompendo com o governo da família real portuguesa. A República de Pernambuco durou cerca de 70 dias, mas marcou a história do país.
“É muito importante recordar, celebrar e estudar criticamente porque, dos movimentos anticoloniais, foi o único que de fato conseguiu tomar o poder e fundar um novo país”, explica o presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, professor George Cabral
Foi no dia 6 de março que o capitão José de Barros Lima, conhecido como "Leão Coroado" matou o comandante português que havia lhe dado voz de prisão  além de tomar o quartel do Regimento de Artilharia, no bairro do Santo Antônio com seus aliados.

A repressão à revolução pelas tropas de D. João VI foi extremamente violenta. Óleo sobre tela de Antonio Parreiras, século XX.
A bandeira do estado, ostentada por muitos pernambucanos com orgulho, é a mesma utilizada pelos revolucionários. Ela foi adotada pelo então governador, Manoel Borba, em 1917, lembra Cabral.
“Pernambucano tem muito orgulho de ser pernambucano, mas conhece pouco a própria história”
A revolta é também conhecida como Revolução dos Padres. Na época, a maçonaria uniu forças com clero católico esclarecido. Ambos lutavam pela liberdade de pensamento, pelos direitos de cidadania e por uma imprensa livre. O estado independente durou cerca de 70 dias.
“Era um projeto de nação muito bem pensado, muito avançado para a época. Era um país com liberdade de consciência, culto, imprensa, além de uma preocupação muito grande com a transparência e legalidade das ações do governo. Tudo isso ficou registrado no projeto de Lei Orgânica”, detalha Cabral.
A República de Pernambuco, acredita o professor, deixa um legado para os dias atuais.
“As coisas que eram defendidas em 1817 ainda são defendidas hoje. Eles lutavam contra o excesso de impostos, que é ainda uma bandeira nossa. Tudo isso tem que ser valorizado. Se nós, pernambucanos, não reconhecermos isso, como o resto do país vai?”, aponta.
Política
Apesar da curta existência, o estado independente chegou a ter um embaixador, Cruz Cabugá – que atualmente dá nome a uma das principais avenidas do Recife. “Uma vez, ouvi uma pessoa dizer que achava ter relação com um lugar chamado Cabugá”, conta o historiador.

Cabral destaca o pioneirismo do ato.
“Foi a primeira vez que se enviou um representante diplomático para representar um estado independente para Washington, Cruz Cabugá, como embaixador da República de Pernambuco. Ele foi para os EUA com objetivo de conseguir o reconhecimento da nossa independência e fazer acordos comerciais”, explica.  
A repressão do governo português foi brutal, lembra Cabral. “Em nenhuma outra parte a repressão foi tão forte. Só dos executados foram mais de uma dezena na revolução pernambucana, fora os que morreram no combate”, aponta.
A lei que institui o feriado da Data Magna de Pernambuco, de autoria dos deputados Terezinha Nunes (PSDB) e Isaltino Nascimento (PSB), prevê que as escolas aproveitem a semana para abordar a história pernambucana.
“É importante incutir nas novas gerações esse conhecimento. Tudo isso tem que ser valorizado, tem que começar fazendo o dever de casa”, avalia.
 Informações do G1/PE e JC On Line


Nenhum comentário:

Postar um comentário

"O aprendizado é uma grande aventura!"
Designed By Morus Comunicação